terça-feira, 9 de junho de 2009

Elis e mais poesias - Mais um pouco de mim.

Cleuza

Era engraçada nossa relação
Desde que a conheci te amei de paixão,
Não só eu. Eras uma pessoa apaixonante.

Sua força de viver, sua luta,
Inspirava-me pra sempre a labuta.
Amavas com alegria permanente.

Nossas conversas ao fim do dia de trabalho
Jogando dominó ou a brincar de baralho...
Éramos felizes e não sabíamos
Que um dia enfim não nos despediríamos.

Foste ao encontro de Deus, afinal,
E levastes parte de mim contigo
Por mais que queira esquecer não consigo
Que o último adeus me falta e é real.

Dt 25/04/2009

( Saudades da Cleuza Maria das Graças dos Santos – minha irmã-amiga, que faleceu em 15 de Julho de 2008 e, devido estar paralisada, pelo acidente sofrido em setembro de 2007,não pude acompanhar seus últimos meses de vida. Ela lutou por quase 2 anos contra um câncer. Descansa hoje em Deus.)


Sam

Veja como é ávida cotidiana,
Já foste Nil e eu Giovanna
E mesmo em cenas teatrais
Sempre te amei, mais e mais.

Fico aqui a pensar,irmã querida, com carinho
Que ávida não me foi madrasta
E sim amiga, ao por – me em teu caminho
E se for só isto.Isto me basta.

Na verdade agradeço a Deus para sempre,
Porque aos poucos Ele me fez contente
De acrescentar a mim com ousadia
A tua generosa família.

Somos irmãs para sempre
Amo – te sim, apesar de eu ser chata,
Nunca esquecerei de sua amizade nata.
Dia24/04/2009

Ivette

Olho-te e penso, ainda entre lágrimas,
Querida, nos tornamos irmãs quase legítimas,
Por circunstâncias estranhas da vida.
Fazes parte de minhas conquistas, minha lida.

Tornei-me tua irmã caçula
Me destes os sobrinhos primogênitos
E embora ávida as vezes seja fula,
Jamais esqueço os meus “ninos” bonitos.

Somos como pólos diferentes, imãs,
Necessito de sua força, seu apoio,
Cresço ao ver-te em versos e rimas
Que encontras ao procurar trigo entre joios.

Formo-me pedra preciosa
Ao esculpires dia a dia esta amizade,
Que mesmo que não dê muita poesia
Consegue plantar em mim muita verdade.


24/04/2009

Viver por sonho

As vezes a vida é um pesadelo sem fim
As tristezas sufocam e fazem desistir,
Os pensamentos confusos embaralham-se
Os dias acumulam- se em lágrimas, sem rima.

As vezes a vida é uma festa de verão
O sol doura a pele, aquece o coração,
As águas são tranqüilas e limpam a mente,
Pássaros nos sorriem, amor se sente.

As vezes ávida é um inverno insensível
As tristezas gelam ossos e pensamentos,
O vento frio leva embora o amor de forma invisível,
As lágrimas flocam-se em nossos gélidos tormentos.

As vezes ávida é uma gentil criança,
O amor é fácil, a alegria farta, tristeza passa,
A brincar, sorrir, sonhar e crer na esperança,
E como a Primavera alegria extravasa.

As vezes vida é um pesadelo, mas a gente acorda!
As vezes ávida é uma festa, mas tem ressaca no fim!
As vezes ávida é um Inverno, mas a gente se aconchega!
As vezes a vida é uma criança pequena a nos sorrir...

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